BAZUCAS

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A Bazuca Poética é um projetor de slides caseiro e portátil, criado pelo Coletivo Transverso para a realização de intervenções luminosas no espaço público e outros usos poético-pedagógicos. É uma tecnologia de código aberto e pode ser replicada e adaptada, desde que sem fins comerciais e que citada a fonte, em caso de participação em exposições ou outros trabalhos assinados. Para outros usos, entre em contato pelo coletivotransverso@gmail.com.

 

 

APRESENTAÇÃO

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Sua leveza, proporções reduzidas e o uso de baterias recarregáveis oferecem autonomia de movimento. A projeção luminosa não deixa rastros materiais, o que impossibilita sua repressão sob acusação de vandalismo. A Bazuca Poética é portátil e produz resultados efêmeros, o que a coloca em condição de atuar na linha de frente da guerrilha poética urbana.

O primeiro modelo da Bazuca Poética foi criado em 2013. Desde então, o desenvolvimento da tecnologia é no sentido de torná-la mais acessível e intuitiva. No esforço de difundir este recurso de produção de imagens poéticas, disponibilizamos aqui os tutoriais gravados em vídeo, que ensinam o passo a passo da construção de dois modelos diferentes da Bazuca.

O primeiro tutorial foi desenvolvido em 2014, em parceria com o projeto Retrato Brasília, realizado no CCBB Brasília. Já a nossa segunda versão da Bazuca e seu tutorial foi construído no projeto Quantas Cidades Tenho em Mim?, onde tivemos a oportunidade de continuar a pesquisa em intervenções luminosas e construímos uma nova versão mais potente em parceria com o grupo Mesa de Luz. 

Oferecemos também gratuitamente para download o Manual de construção da Bazuca Poética: passo-a-passo, precauções, histórico & sugestões de uso, inicialmente publicado como capítulos da tese de doutorado Cada caminho é um risco: o livro de artista como tradução da intervenção poética no espaço público, 2019, de Cauê Maia. 

Diversos usos já foram testados para a Bazuca, inúmeros seguem em potencialidade. Além das intervenções no espaço público, modelos diferentes da Bazuca já foram usados em exposições artísticas, como recurso pedagógico em apresentação de aulas e objeto cênico no audiovisual.

São exemplos a peça teatral {ENTRE}, do Coletivo Negro e a opereta Pretoperitamar, em homenagem à obra de Itamar Assumpção. No audiovisual, foi utilizada também como recurso cenográfico e narrativo na série Enquadro 5x5, do coletivo casadalapa. 

Um encontro resume bem o espírito deste dispositivo. Certa vez, uma criança perguntou, apontando a Bazuca: "Pai, compra um brinquedo desse pra mim?" O pai respondeu: "Esse não é o tipo de brinquedo que a gente compra, esse é o tipo de brinquedo que a gente faz".