OFICINAS

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O Coletivo Transverso foi criado em 2011 com a proposta de realizar intervenções poéticas no espaço público a partir de técnicas da arte urbana como o graffitti, o stencil, o lambe-lambe, entre outras.  O que motivou o trabalho do Coletivo foi a visão comum da cidade como meio de expressão artística e poética. As ruas estão repletas de encontros reais ou possíveis, estão cheias de cruzamentos, sinais, retornos e desvios. Criar uma estética que conversasse com a cidade e questionasse seu modo operante foi e é o maior objetivo do Coletivo Transverso. 


Nestes 10 anos de existência, o Transverso realizou mais de 1000 inscrições poéticas no DF, em diferentes escalas, formatos e linguagens, tornando-se uma referência na arte urbana de Brasília. Com reconhecimento de público e da imprensa, o Transverso é procurado com frequência por jornais do DF quando a pauta é Arte Urbana e Poesia na cidade. O Coletivo Transverso esteve presente em outras cidades como: Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre. E também atuou internacionalmente em Lisboa, Porto, Barcelona, Berlim, Buenos Aires, Paris, Hong Kong, Pequim, Nova Iorque, entre outras. O Coletivo já participou de exposições nacionais e internacionais: CCBB ( DF, DP, MG), Alfinete (DF), Pivô (SP), Aldeia Gentil Carioca (RJ), Endossa (DF), Fundação Athos Bulcão (DF), do Museu Nacional da República (DF) e da feira NYABF (New York Art Book Fair) que foi realizada no MOMA (Museum of Modern Art). Participou do I Encontro Transarte – A arte como reflexão das problemáticas dos corpos - UnB, do I Seminário e Oficinas para Jovens Gays - da Secretaria da Saúde do Recife, VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST – São Paulo, do II Encontro de Comunicação em Saúde - (UnB). Recebeu o prêmio de 1 lugar na categoria vídeo intervenção urbana para o Festival Internacional de Humor e Arte em Aids 2012, concurso promovido pelo Ministério da Saúde. 


O inovadorismo do Transverso se tornou objeto de estudo para trabalhos acadêmicos em diferentes faculdades do país, livros didáticos e na prova de vestibular da Unicamp. Uma das tecnologias criadas e disseminadas pelo Transverso foi a Bazuca Poética, um projetor luminoso caseiro, usado para intervenções urbanas a baixo custo e sem deixar rastros. A difusão desta tecnologia se dá através de tutoriais na página do Transverso no Youtube, além de oficinas presenciais em centros culturais como o Sesc, CCBB, escolas e centros comunitários. Nas oficinas, o Transverso ensina todas as etapas da construção da Bazuca Poética e da criação literária voltada para as intervenções luminosas.

Em 2018, o Transverso lançou seu primeiro livro Atenção: isto pode ser um poema, com apoio do FAC Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Este fotolivro de poesia urbana reconta os primeiros 7 anos do Coletivo Transverso por meio de uma seleção de fotografias de seus poemas inscritos em cidades do Brasil e do mundo. Ao final da publicação, há uma sessão de textos críticos sobre o trabalho do Coletivo e a rua, escrito por pesquisadores, professoras e curador.  O livro vem com um stencil recortado em papel triplex 300g: um convite para que o leitor faça parte do Transverso, levando poesia para as ruas de suas cidades.

Em 2019, Transverso realizou o projeto Obra à Frente, uma exposição coletiva em fachadas de casas da avenida W3 com obras de 8 artistas brasilienses, 12 (doze) visitas guiadas a exposição e promoveu evento no Espaço Cultural Renato Russo com conversa sobre direito à cidade. O projeto Obra à Frente lançou também um site com cadastro aberto para artistas e moradores/comerciantes com interesse em arte de rua.